domingo, 15 de fevereiro de 2009

Sí, se puede

Enquanto os olhos do mundo viram-se para os feitos do recém eleito Barack Obama, ecoa da América Latina um grito gutural ensurdecedor: Sí, se puede.
Críticas avolumaram-se nos últimos meses. Tentativa de estabelecimento de uma ditadura é umas das principais acusações contra o presidente Hugo Chávez, que busca aprovação popular para permanecer na presidência do país por tempo ilimitado. É evidente o caráter ditatorial do ambicioso projeto de Chávez. Se for, todavia, vontade popular não há motivos que impeçam a permanência do presidente. Sí Chávez, se puede. É hora de a América Latina, o coração enfermo do mundo, que há séculos sangra devida à tamanha exploração, tomar as rédeas de sua própria política. Chega de Doutrina Monroe. O cavalo descobriu a força que tem e nunca mais se deixará ser montado.
Os latino-americanos devem trilhar seus próprios caminhos no campo político. Diz-se que a história repete-se como farsa. É momento, então, para a América Latina buscar uma postura política independente e abandonar, de uma vez por todas, este fado colonial que ainda carrega consigo.
Durante todos esses anos as cúpulas governativas latino-americanas importaram modelos políticos advindos dos países considerados desnvolvidos, e para onde esta imitação nos levou? A um crônico e cáustico estado de subdesenvolvimento. O setor educacional na América Latina, por exemplo, é caótico. Segundo a Organização das Naçoes Unidas (ONU), 40% da população do continente não possui qualquer tipo de escolaridade. Saúde e distribuição de renda também desfrutam de índices igualmente alarmantes.
Por que, então, seguir os parâmetros externos se os resultados se mostram desastrosos para o continente? Chegou o momento de América Latina desprender-se de uma vez por todos dos parasitas que lhe abriram as veias. Por isso, Chávez, Sí, se puede.

Símom Bolívar,
militar venezuelano que buscou alinhar-se às metrópoles.

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