sábado, 27 de outubro de 2012

For Teens

BRAZILIAN LESSONS


     1-  Welcome Unit: talking about people

Oi! Eu sou Jairo Augusto Ferreira. Moro em Belo Horizonte, uma das cidades mais bonitas do Brasil. Tenho 32 anos. Fui jornalista. Sou viciado em craque há oito anos. Queimei os dedos ontem fumando uma pedra. Tenho um filho chamado Gabriel. Adoro esportes, principalmente futebol. Sempre que posso assisto aos jogos do meu time. Durmo na rua e toda semana apanho da polícia. Eu estou muito animado.



Olá. Sou Maria Aparecida Conceição Pereira, mas todos os meus amigos me chamam de Nóia. Tenho 25 anos. Hoje é meu aniversário. Moro em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Gosto de viajar, de maquiagem e de cocaína. Não vejo minha família há três anos. Já abortei duas vezes. Às vezes, me prostituo para conseguir algum dinheiro. Estou realmente muita empolgada com essa nova jornada.

O Polvo,
que pergunta: "Democracia é toma tiro?" (sic)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Segundo Turno


Que não falta nesta cidade?... Atrocidade.
Mas a educação vai bem?... Aquém.
E quem cuida é o evangélico?... Maquiavélico.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde Rodney mata
E Neucimar nos envergonha.


O Polvo

Bate Bola com O Polvo


O Polvo: naum sei. Quando descobri ti conto kkkkkkkkkkkkk
Um livro: a bíblia
Um ídolo: Deus, depois minha familia
Um filme: todos menos brasileiro
Um ator: Nicolas Cage hihihi
Uma atriz: Oprah Winfrey
Um sonho: Ser feliz
Um medo: da morte
Um lugar: minha casa                          
Uma cor: amarelo manga
Um dom: escrever
Um programa de TV: calderão do Hulk
Uma comida: a da minha mãe
Uma bebida: ice lemon
Ficar ou namorar: amizade colorida
Uma gíria: cocota
Um palavrão: pqp kkkkkkkkkkkkkkkkkkahuuahauahuahdibaodinbaijdnjkçgvbn
Uma frase: "Missão dada é missão comprida"
Uma qualidade: honestidade e carisma
Um defeito: perfexs, perfeks... mania de perfeição e se procupar de mais com os outros
O Polvo pelo Polvo: difícil né?!....tem que ver o que as pessoas acham de mim...hmmm....sei lá...feliz?! feliz!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Hobsbawn feat. Brown


“O aspecto econômico é, evidentemente, o que primeiro salta aos olhos quando se trata de desigualdade social. Get up. Mas há outro fator, situado na penumbra, que me intriga mais que a desproporção econômica e suas consequências: a liberdade (compreendida como o direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem). Get on up. O ponto aqui reside em considerar que a riqueza é, em geral, inversamente proporcional à liberdade. Stay on the scene. Quanto mais rico é o sujeito, menos livre para autodeterminar-se; ao passo que o detentor de parcos recursos é desimpedido, pois tem muito pouco a perder no jogo social. Get on up. É a aplicação da teoria mais importante do universo, a Lei da Compensação, propalada por Jackson do Pandeiro e que coloca Newton, Murphy, Lavoisier e até Gil no chinelo. Like a sex macnhine. E essa desigualdade é o maior sintoma da patologia de que padece a sociedade moderna, que, no fim das contas, triparte-se em: os que possuem riquezas, mas vivem amedrontados, trancafiados, receosos (classe alta); os que vivem em condições econômicas preocupantes, mas gozam de maior liberdade (classe baixa); e os que habitam o pior dos mundos, com pouco dinheiro e muito medo (classe média). Get on up."

Eric HobsBrown ("A história social do Funk". p. 217)




O Polvo

Pain




"I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real"


O Polvo

domingo, 26 de agosto de 2012

Conto

A esta altura, os feirantes dobravam apressadamente as surradas lonas amarelas carcomidas pelo tempo e amontoavam os caixotes de madeira vazios sobre os velhos Fenemês, preparando-se para zarpar. Rubão, alguns outros garotos e velhas moribundas preparavam-se para disputar a xepa.

Perto da casa dele havia uma feira. Não, na verdade, não. Perto da feira havia a casa dele. É a Revolução Copernicana: para Rubão, e não há heresia nenhuma nisso, a feira é o centro do Universo, pelo menos aos domingos. 

A viela de terra batida, que mais servia para separar os barracos do que propriamente para locomoção, era por onde Rubão, espremendo-se entre cercas e muretas, buscava seu lugar ao Sol. Chegava sempre por volta de meio-dia e, já faminto, esperava, impaciente, as donas de casa da classe-média finalizarem seu tour e reabastecerem seus lares felizes com frutas frescas e legumes vistosos. Enquanto uns choram outros riem, é a lei do mundo, pensava ele.

A esta altura, os feirantes dobravam apressadamente as surradas lonas amarelas carcomidas pelo tempo e amontoavam os caixotes de madeira vazios sobre os velhos Fenemês, preparando-se para zarpar. Rubão, alguns outros garotos e velhas moribundas preparavam-se para a guerra da xepa, onde não há morte, mas apenas a expansão de várias formas, em que uma pode determinar a supressão das outras.

Espalhados pelo chão, à espera de mãos trôpegas e sofridas, tomates castigados, laranjas pisoteadas, hortaliças desprezadas e batatas. Com a agilidade de quem possui canelas finas e compridas, Rubão apressou-se, antecipou-se aos demais e recolheu, ao fim da disputa, um punhado de tomates semi putrefactos e meia sacola de batatas, o que lhe garantiria, ao menos, duas refeições. E enquanto os adversários digladiavam-se pelo resto das sobras, Rubão disparou para casa com o sorriso dos campeões estampado no rosto.

Do alto de um sobrado agonizante, um senhor de meia idade - tachado de louco pelos moradores das cercanias - que a tudo observava zelosamente, finalmente compreendeu Machado de Assis, e, após um breve suspiro, orgulhoso de si, de toda aquela epifania, arrematou: "Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas"! 

O Potato

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Winnfield

"El camino del hombre recto está por todos lados rodeado por la avaricia de los egoístas y la tiranía de los hombres malos. Bendito sea aquel pastor que, en nombre de la caridad y de la buena voluntad, saque a los débiles del Valle de la Oscuridad. Porque él es el verdadero guardián de su hermano y el descubridor de los niños perdidos. ¡Y os aseguro que vendré a castigar con gran venganza y furiosa cólera a aquéllos que pretendan envenenar y destruir a mis hermanos! ¡Y tú sabrás que mi nombre es Yavé, cuando mi venganza caiga sobre ti!."

Jules Winnfield


O Polvo,
que é um molusco justo.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Adilson

Adilson desafiava diariamente os postulados da física ao equilibrar-se de forma tão harmônica naquele projeto de bicicleta. Os joelhos calejados insistiam em atritar com o guidão, ao mesmo tempo em que a frouxidão do selim trazia certa dramaticidade ao pedalar do ciclista. Apesar das dificuldades não pretendia se desfazer de sua companheira. Cúmplice, melhor dizendo. Assim era Adilson, preferia se adaptar às coisas, do que adaptá-las a ele. Talvez fosse seu lema de vida.

Nunca reclamava de nada. Sempre falante, mas jamais inconveniente. Chegava sempre de forma singela, embora o ranger da maquinaria pouco azeitada de sua magrela insistisse em anuncia-lo com pompas de Chefe de Estado. Era sempre bem recebido. E o mérito era todo dele, que não aceitava recepção que não fosse a melhor possível. Recusava-se a permanecer no ambiente.

Adilson prezava o sábado. Era o dia de exibir seu coleiro e ir à feira. Jambo era o que mais comprava. O sétimo dia era tão sacro para ele que havia desenvolvido um ritual, e, segundo o cronograma, à tarde era quando proseava na rua do lixo, à espera do jogo no campo do Uberaba. E assim foi por muitos anos. Até que num sábado o último dia da semana foi também o último dia de sua vida.

"Morreu na contramão atrapalhando o sábado"

Polvo

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Depoimentos I - Versus Cachorro Morto

"Eu tavu nesses dias de por aí quando que eu vi um cachoro meio que vindo na minha diressão de carrera. Daí eu contei de desviá do bixo mas ele vinha de carrera de mais de quinta. Ele me acerto em meu peito e eu cai vomitirando de mim tudo que é tripa. Aquando eu tavu melhor que foi que eu vi que o danado tava mortinho. Tava mortinho de tempos já causa de que já tava gelado e fedido. Daí eu é que gelei. Como que ele fez pra corre pra eu se já tava morto?"

- "Soluço", 32 anos

E você, o que acha que aconteceu com o amigo "Soluço"?


O Polvo,
intrigado

Álbum de Família - 5


"Brothers lá do 9º ano do fundamental do Centro Educacional Nossa Senhora das Neves.
Da esquerda para a direita: (acima) Luquin, Tônho, Garapa, Severino, Pála, Aristides e Tiaguin; (abaixo) ?, ?, Boró e o irmão mais novo do Sazário. Saudades galera..."

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Dr. Rey Song

I´m sorry if I have let you down;
This is just my fucking way;
But you´re the only one in this town;
Who thinks I´m the Dr Rey.



Dr. Polvo

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Samba Boys Doing Normal Shit

Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e Leandro Sapucahy


João Nogueira e Cartola


Bezerra da Silva


Arlindo Cruz


Jorge Aragão


Neguinho da Beija-Flor




Dudu Nobre



Seu Jorge


Zeca Pagodinho




O Polvo,
que não deixa o samba morrer.

SO CLOSE

Paulo Miklos

Robert De Niro

~~++=§§ so MIKLOSe §§=++~~

O Polvo,
que não gosta mais do cinema nacional.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

René Magritte


Le blanc seing

Not to be reproduced

Recamier

Le jockey perdu

The son of man

Golconde

The lovers I

Le trahison des images


O Polvo

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Maracanã



Assisti ao clássico do futebol carioca do último domingo: Flamengo x Botafogo. Público pífio, menos de 10 mil pessoas. É bem verdade que o jogo também foi patético, mas acho que os cariocas ainda não se familiarizaram com o Engenhão. Senti saudades do Maracanã, então fui procurar notícias sobre como andam as obras por lá. E tomei um susto, que vos relato.

...
Logo após a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de futebol de 2014, Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) garantiu que não seria investido um único tostão de dinheiro público na construção de estádios para o evento, isto inclui, obviamente, o Maracanã, ao qual já havia sido destinada uma soma de R$ 304 milhões para receber o PAN de 2007.
Pois bem. Desde então muita coisa já aconteceu. O dinheiro público, que inicialmente nem fazia parte dos planos, já foi inserido nas PPPs (Parceria Público-Privada, uma vaquinha entre Governo e particulares) e hoje é o único responsável por segurar a barra do Maraca, que é pesada: algo em torno R$ 1 bilhão. Como se não bastasse, após a conclusão das obras, o Maracanã será entregue de bandeja à iniciativa privada. Isso deve ocorrer antes mesmo do início da Copa de 2014.
...
Traçando um paralelo, o Soccer City, palco da final da Copa da África do Sul, foi construído a partir do zero com R$ 800 milhões. Um estádio para quase 90 mil pessoas. Gigantesco e bonitaço. E o Maracanã, que a cada reforma tem sua capacidade reduzida, custará por volta de R$ 1 bilhão, e isso sem ter sequer a garantia de receber um jogo da seleção canarinho, que para tanto terá de chegar à final do torneio.

Calma aí. Confira no replay: inicialmente não haveria um centavo de dinheiro público; então veio a tal da PPP; depois, o Poder Público assumiu integralmente a responsabilidade pela reconstrução do estádio; concluídas as obras, o Maracanã será repassado para a iniciativa privada, que não investiu um tostão no empreendimento.

Surpreendente? Não. Não existe pecado ao sul do Equador.
...

O Povo

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Love Song


So take it easy, my love
Say that you will stay
Some days are sunny
Some days are grey
But tomorrow is another day.


O Polvo,

que nem sempre é um badass motherfucker.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Onde os fracos não têm vez

- “E Frank?”

- “O Frank nos mandou.”

- “Trouxeram um cavalo pra mim?”

- “Parece que temos um cavalo a menos.”

- “Não. Você trouxe dois a mais.”


É esse o diálogo da cena inicial de Era Uma Vez no Oeste (Once Upon a Time in the West), de Sérgio Leone. Três cowboys aguardam, numa estação deserta, a chegada de um trem que traz o indesejado alvo. Após longa espera, a locomotiva chega e os três pistoleiros se posicionam para recepcionar o Gaita (Charles Bronson). Depois de poucas palavras, muita tensão e um punhado de balas a questão está resolvida.


Os filmes de faroeste me fascinam justamente por conta dessa simplicidade. Fosse outro o gênero da película, esse trecho do filme poderia se estender por intermináveis minutos: expondo, por meio de flashbacks, as razões que levaram os pistoleiros até aquele estágio; contando a história de Gaita até aquele momento; ou simplesmente diluindo a cena através do acréscimo de falas às personagens. Woody Allen, por exemplo, faria dessa passagem um tormento, com discussões existenciais e aquela eterna expressão de cão abandonado. Mas não, o faroeste não suporta isso. Os problemas são resolvidos quase sempre na mesma velocidade em que surgem e habitualmente da forma mais pragmática possível. Não que os diálogos mais profundos e as divagações filosóficas não tenham lá o seu valor, mas às vezes as coisas simplesmente são como são, sem a necessidade de se explicar os porquês. No caso acima exposto (de Era Uma Vez no Oeste), por exemplo, não importa por qual razão os pistoleiros pretendem matar Gaita, até porque não há diálogo capaz de solucionar o imbróglio: o homem do faroeste é irredutível e, por muitas vezes, insensível.


Outro aspecto cativante no cinema western é o clima de tensão, que prende o espectador a todo instante. Qualquer coisa, verdadeiramente qualquer coisa, pode ser estopim para uma chacina. A vida vale muito pouco lá pela região do Texas. Seja na entrada da igreja, seja num boteco de chão de madeira, basta uma palavra mal colocada ou um olhar enviesado para que se tenha um duelo armado. É disso que falo: a essência dos filmes de faroeste é muito simples, sem ser simplória. No western, o silêncio tem o mesmo peso do diálogo, e é justamente quando as personagens se calam que o pior acontece. O homem do faroeste não conversa muito, mas quando abre a boca diz exatamente o que quer dizer, sem meias palavras e sem mal entendidos.

Os que não gostam dos filmes de faroeste geralmente argumentam em favor de seu posicionamento o fato de as películas do gênero serem muito repetitivas. Concordo em parte. É fato que por diversas vezes, em diferentes filmes, algumas passagens assemelham-se, como, por exemplo, os sempre presentes duelos no meio da rua ou o close nos olhos das personagens nos momentos de maior tensão. Mas isso não é ruim, qual o problema em se repetir uma fórmula de sucesso? As coisas se repetem no western, mas têm um propósito, não é a repetição por ela mesma. A valorização da expressão facial num momento que precede um conflito sangrento (aquela velha câmera fechada na face de cada pistoleiro) é fundamental para captar o estado de espírito de cada personagem. É por meio deste recurso que se identifica, por exemplo, medo, confiança e desejo de vingança.





Muitos outros pontos poderiam ser abordados acerca do western, como a importância da figura feminina na trama, a câmera pouco inventiva mas sempre eficiente, o código de conduta do velho oeste e a trilha sonora. Prefiro, entretanto, encerar por aqui para não alongar por demais a postagem e torna-la cansativa.


É isso. Instrução acadêmica, beleza, dinheiro e diplomacia valem quase nada no faroeste. Num gênero em que o nome das personagens (incluindo o protagonista) pouco importa e cada um responde por seus próprios atos, o que vale é a lei da pistola, de acordo com a qual a vida de um homem depende unicamente da rapidez com que ele saca a arma do coldre e a dispara. No velho oeste cada qual vale quanto pesa.


O Polvo,

Que pode sacar até oito armas de uma só vez.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fila

Fim de tarde ameno em Porto Alegre. Àquela data o inverno já havia se apresentado. Na entrada da igreja, enquanto o relógio da praça central não alinhava seus ponteiros em direção ao céu convocando a presença do Senhor, os fieis se aglomeravam em pequenos grupos e discutiam assuntos variados. Tudo muito limpo: cumprimentos formais, muita gentileza, gestos contidos e um ritualismo impecável. As crianças pareciam adultos reduzidos e não eram muito afeitas a brincadeiras infantis. Repetiam, na medida do possível, o comportamento dos pais.

18h. Era hora do encontro com Deus. Hora de cada qual pleitear sua vaga no time do céu. Preocupavam-se com o pós-morte. Inferno. Purgatório. Paraíso. O ritual se repetia diariamente: cânticos, leituras de trechos da bíblia e agradecimentos compunham a atmosfera. Os infantes, mesmo sem compreender bem o que faziam ali, frequentavam com assiduidade os encontros, pois os pais acreditavam que dessa forma os filhos levariam vantagem sobre aqueles que ingressassem posteriormente no caminho que leva ao céu. Uma fila. O INSS celestial, no qual quem começa a contribuir antes pode desfrutar mais cedo da certeza de ter o futuro garantido.

Do outro lado da avenida, João Carlos Moutinho, a quem a rua havia apelidado de Peroá, sempre acompanhado de um cachorro, de um velho cobertor azul marinho e de um punhado de solidão, seus únicos companheiros nas gélidas ruas de Porto Alegre, olhava desconfiado para dentro da igreja e se perguntava: “Existe vida antes da morte?”.

O Polvo,

que apesar de estar sempre disposto a furar uma fila, acredita que Deus seleciona as pessoas por meio de sorteio.